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Brasileiros gastam mais com beleza - 09/05/2006 - 21:07:54
 
Cada dia mais vaidosos, os brasileiros aumentam rapidamente o consumo de perfumes, desodorantes, produtos para cabelo e pele. E já desbancam mercados maduros como Alemanha e Inglaterra. Em 2005, o faturamento do Brasil em perfumaria, higiene e cosméticos somou US$ 14,9 bilhões e alçou o país à quarta colocação no ranking mundial.

Com um crescimento de 34,2% em valor, contra um aumento de 8,2% do mercado mundial, em apenas um ano, o Brasil conquistou duas posições entre as dez maiores indústrias do segmento.

Está atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e França. "A tendência é manter o crescimento acima de 20% este ano", afirma João Carlos Basílio da Silva, presidente da Abihpec, entidade do segmento. "Em 2007, no máximo, 2008, já seremos os terceiros maiores do mundo", acrescenta.

Vários fatores explicam essa elevação mais de duas vezes e meia acima do segundo colocado em crescimento, a Espanha, com 13,1%. O mais forte deles - e com menor relação direta com o negócio - é o câmbio. A moeda brasileira acumulou uma valorização de 25% em 2005.

O setor também teve redução de carga tributária de vários produtos. O protetor solar, por exemplo, que em 1992 tinha um IPI de 77%, hoje é isento. Outras categorias isentas são papel higiênico (cujo IPI era de 5%) e absorventes (10%).

Para completar, a inserção da mulher no mercado de trabalho, os novos hábitos de consumo e, finalmente, o enorme esforço da competitiva indústria do setor no lançamento de produtos. São 200 mil registros por ano na Anvisa, o que engloba desde novos produtos até alterações de fórmulas.

O segmento de higiene pessoal - o mais representativo - cresceu 12,3% em valor, totalizando R$ 9,3 bilhões e 7,15% em volume, com vendas de 1,2 milhão de toneladas. Já os cosméticos tiveram alta de 16% em valor (R$ 3,9 bilhões) e 11% em volume (78,2 mil toneladas). Na perfumaria, a alta atingiu 16,8% no faturamento e 9,9% em toneladas. O faturamento cresce acima do volume, segundo Basílio, pois as empresas investem mais em produtos de maior valor agregado.

A venda direta teve um crescimento de 26% em 2005 e já representa 26,3% das vendas do setor. As franquias aumentaram 15,7% e ficaram com participação de 4,2%. O varejo teve alta de 10,5% nas vendas e manteve-se na frente, com 35,4% das vendas do setor. O atacado, que responde por 33,8%, aumentou 8,9%.

Fonte:  Valor Online - www.valoreconomico.com.br

 

 

 

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